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As principais características dos profissionais educação básica.
Objetivamente, a presente proposta estabelece como perfil do egresso as seguintes competências, habilidades e atitudes a serem adquiridas ao fim do curso de mestrado:
possuir profundo domínio da área de conhecimento a que se dedica; ser companheiro dos alunos e de outros profissionais (docentes e não docentes), ser um animador do processo contínuo de construção do conhecimento, ser um aprendiz permanente, ter consciência e, sensibilidade, ser um ser humano cooperador, ser um educador orientador, estar em permanente estado de encamtamento com o que faz e ser capaz de transmitir esse sentimento para os que estão ao seu redor; dar sentido à aprendizagem tornando os conteúdos signifcativos; saber trabalhar com as múltiplas inteligências.
Portanto, o papel do educador é dar sentido àquilo que não tem sentido, ou aonde não se vê sentido, construir sentido. Por esta razão, a tarefa do professor é insubstituível na sociedade. Segundo Moacir Gadotti, o professor que acha que vai ser substituído por um computador não entendeu nada do que vai ser como professor, do que é a função do professor. Seguindo este pensamento, a escola e o professor devem deixar de ser lecionadores para serem gestores do conhecimento. Uma escola e um professor que puramente lecionam deixam de ter sentido numa era da informação. Não é mais importante acumular informação, mas saber pensar, saber organizar o trabalho, saber gerenciar o conhecimento. A escola e o professor precisam ser reencantados, encontrar motivos para que o aluno vá para os bancos escolares com satisfação e alegria.
Atualmente, existe uma insatisfação dos alunos com a escola e com os professores. Essa insatisfação deve ser aproveitada para se dar um salto.
Se o mal-estar for trabalhado, ele permite um avanço. Se for aceito como uma atalidade, ele torna a escola um peso morto na história, que arrasta as pessoas e as impede de sonhar, pensar e criar.
O grupo de docentes do Curso de Mestrado em Ensino das Ciências na Educação Básica considera que no ensino-aprendizagem nunca se pode perder o censo crítico e a capacidade de sonhar. Fernando Pessoa, em "Livro do desassossego", afirma que "Mudem-me os Deuses os sonhos,
mas não o dom de sonhar" e Gadotti "Um professor que não sonha, que não pensa, que não tem um projeto de vida, é incompetente". Portanto, a utopia faz parte da competência do professor, o sonho, o compromisso, a vontade de mudar as coisas, pois educa um mundo que está em construção, portanto o sonho faz parte do projeto educativo.
O professor precisa compenetrar-se, saber que o aluno do ensino básico precisa ser encantado, que antes de ensinar Matemática, Física, Química ou Computação é preciso seduzi-lo para qualquer uma destas ciências. Logo, é preciso diálogo, envolvimento e aceitação.
Paulo Freire sugeriu quatro passos para esse caminho de encantamento: (1) ler o mundo, despertando o aluno pela curiosidade; (2) compartilhar o mundo, solidariedade entre professor-aluno aluno-professor, a partir da leitura os dois atores fazem dos acontecimentos e da realidade; (3) construir o conhecimento coletivamente e (4) dialogar, sempre. São essas as competências essenciais que emolduram o perfil do profissional a ser formado.
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